quarta-feira, janeiro 14, 2009

haidée teme o mar


haidée teme o mar,
como um tapete que se desenrola
para esconder-lhe os pés.
.
somente os pés, digo-te eu,
não sofras...
o mar tem lágrimas demais.
.
e todas insensíveis já,
como os segredos contados ao fogo
de tantas línguas.
.
a memória serve para lembrar e esquecer!
um dia há de chegar-te a frase,
e tal encantamento se dará,
.
que mesmo o mar vai perder o sentido.


Carlos Henrique Leiros

preferita rolley [mauro quirini]

7 comentários:

Mi disse...

Oi, homem!

Que bom que voltou a escrever.
Anda muito sumido e silencioso, por demais misterioso.

Adorei (como de praxe) o comentário em meu blog. Andou me lendo, então? Deu uma sapeada nos antigos também?

Li o seu e gostei, claro.
Saudade.
Aparece.
Beijoca.

marcella rarumi disse...

li e fiz umas viagens cabulosas nestas tuas palavras. estou de volta, a mesma, com vontades e saudade.

.. beijos tantos!

livia soares disse...

Sim, li
e gostei bastante do poema novo.
O mar é tema sempre recorrente, não?
Um abraço.

nairle disse...

Adorei o poema. O mar, ah o mar
"O Mar tem lágrimas demais. que só os poetas conseguem vê. Mário Quintana diz que "ser poeta não é dizer grandes coisas, mas ter uma voz reconhecível dentre todas as outras." Parabéns!!!
Um abraço.
Nairlê

Analuka disse...

Memórias e mares, cheios de movimentos e marés, tão sedutores e movediços!!! Abraços alados, poeta!

Elton Pinheiro disse...

Primeira leitura de tua página, que belíssimo poema.

Raro poema.

Anônimo disse...

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